sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pesquisa "Inclusão e Subjetivação Docente"

Estamos com um Grupo de Pesquisa em Libras e educação de surdos. Excelente grupo... Alunos melhores ainda. Os desdobramentos da pesquisa sobre as experiências docentes, se dá na ideia geral desse projeto: "Inclusão: Professores capixabas subjetivação docente" Segue um resumo e ideias gerais do projeto.

 Resumo: Este projeto de pesquisa é o desdobramento do projeto proposto e coordenado pela professora doutora Maura Corcini Lopes (GEPI/Unisinos/Cnpq) que objetiva aprofundar as discussões acerca da temática da inclusão escolar e social mais especificamente sobre os processos de subjetivação docente. Focalizando em como os professores se convertem às verdades que constituem a inclusão, entendendo essa como necessidade imperativa do Estado. Portanto, esta pesquisa se constitui junto a outras instituições de outros Estados a partir do interesse em conhecer os processos de subjetivação docente que ultrapassam aqueles constituídos nos cursos de formação de professores e por isso propõe investigar os desdobramentos das políticas públicas de inclusão na sociedade brasileira e seus efeitos nos processos de subjetivação dos docentes das escolas públicas brasileiras. No caso dessa pesquisa, vamos discutir os efeitos desses desdobramentos na subjetivação dos professores no Estado do Espírito Santo. A pesquisa em andamento já prevê as capitais, Vitória entre elas. Este desdobramento engloba professores do sul e do norte do Estado. Para tanto, empreenderemos uma análise arquegenealógica utilizando as ferramentas metodológicas da governamentalidade, normação, normalização e subjetivação na análise de dois grupos de materiais: o primeiro são as políticas de inclusão voltadas para educação inclusiva produzidas no Brasil durante as duas últimas décadas e no Espírito Santo, revendo documentos, movimentos e produções já realizadas. O segundo material é constituído pelas narrativas de docentes responsáveis em materializar essas políticas junto aos sujeitos historicamente marcados negativamente. Para análise, partir-se-á da perspectiva da inclusão como imperativo mobilizado pela escola e esta entendida como maquinaria moderna de objetivação e subjetivação dos indivíduos. E como meta, produzir dados capazes de subsidiarem novas políticas de inclusão e formação de professores.

 Palavras chave: Inclusão. Biopolíticas.Governamentalidade.Sujetivação

 Objetivo geral da pesquisa: - Conhecer, analisar e problematizar como as políticas e os saberes sobre a inclusão chegam aos docentes, capturando-os e fazendo-os operar sobre si mesmos e sobre os outros, segundo a lógica da inclusão.

 Objetivos específicos da pesquisa - Conhecer os desdobramentos das políticas de inclusão educacional entre os anos de 1990 e 2010 e problematizar os saberes que as constituem;
 - Conhecer e problematizar os conceitos de inclusão, exclusão e in/exclusão a partir das políticas de educação inclusiva, visando entender a emergência dos mesmos na atualidade;
 - Conhecer e problematizar as formas de subjetivação docentes que atuam na educação inclusiva; - Investigar como se constituem as subjetividades inclusivas docentes;
 - Explorar outros entendimentos sobre a inclusão e o envolvimento da escola nos processos inclusivos, bem como problematizar as formas de “condução das condutas” dos docentes, identificando as formas pelas quais eles contribuem para que o imperativo da inclusão se estabeleça e se reforce;

As perguntas que orientarão a investigação maior e que mobilizarão os pesquisadores dos Grupos de Pesquisa envolvidas neste projeto são:  - Que discursos sobre a inclusão e subjetivação docente aparecem nas políticas públicas de inclusão educacional (gestadas desde a década de 1990 até o final da década de 2010) no Brasil? Como os docentes nas distintas regiões brasileiras operam sobre si mesmos (e sobre os outros) diferentes tecnologias de governamento em ação na educação inclusiva? Ou seja, aqui no Estado do Espírito Santo, como tem operado o discurso da inclusão subjetivando profissionais da área tendo em vista que a política estadual aplicada diretamente é a política de inclusão.

 Metodologia: A pesquisa empreenderá uma análise arqueogenealógica (de inspiração foucaultiana) sobre as políticas públicas de inclusão, nos contextos educacionais brasileiros, entre os anos de 1990 e 2010, bem como sobre os efeitos dessas políticas na constituição de docentes atuantes em escolas públicas. Para tanto, a partir dos conceitos-ferramenta da governamentalidade, normação, normalização e subjetivação, realizar-se-á uma análise sobre dois grupos de materiais: um primeiro grupo constituído por políticas de inclusão educacional voltadas para a educação inclusiva; um segundo, constituído por narrativas de docentes de diferentes regiões do Brasil, responsáveis em articular ações de inclusão e de educar sujeitos historicamente marcados pela discriminação negativa, bem como por anotações em diário de campo e de filmagens quando o contexto da entrevista assim o exigir. As narrativas serão obtidas mediante o uso da técnica de entrevista aberta. As entrevistas poderão ser feitas presencialmente, se o Grupo obtiver recursos suficientes para a realização da investigação, ou online. Para tanto, recursos tecnológicos das Universidades envolvidas poderão ser atualizados e utilizados. As entrevistas abertas com docentes serão gravadas e posteriormente transcritas, de modo a documentar e examinar de quais modos a inclusão, considerada um imperativo de Estado, tem se imposto aos sujeitos, criando o que Menezes (2011) afirma ser subjetividades inclusivas nos docentes. As entrevistas serão realizadas com docentes de diferentes regiões do Brasil visando perceber diferenças nas compreensões acerca da inclusão, assim como diferenças nas formas de subjetivação de docentes atravessados por distintas histórias de vida. Para a realização das entrevistas o Grupo de Pesquisa buscará financiamentos para viagens e contará com todo o aparato tecnológico que permite a comunicação online. A opção pela entrevista aberta, como uma das formas de produção de dados, se deu pelo fato dela se constituir num eficiente instrumento que possibilita a obtenção de mais informações sobre o que já foi levantado na primeira parte da investigação e porque ela possibilita a captura de experiências articuladas pelos e nos sujeitos. Para Haguette (1997, p. 86), por meio da entrevista os pesquisadores podem obter dados não apenas objetivos, mas, também, subjetivos, capazes de mostrar como os sujeitos são capturados por uma forma de vida específica. A entrevista acontecerá mediante a introdução do tema “inclusão escolar” para o entrevistado discorrer livremente sobre o mesmo, expondo suas condições de aproximação ao tema e as práticas que ele julga serem inclusivas. O pesquisador interferirá o menos possível na narrativa do sujeito, visando obter maiores informações sobre como esse sujeito opera sobre si mesmo e sobre os outros (FOUCAULT, 2010b) para fazer valer o imperativo da inclusão. Os sujeitos da pesquisa serão docentes de escolas públicas atuantes em qualquer nível de ensino. Não serão definidos previamente o número de entrevistas a serem realizadas em cada região brasileira, pois isso dependerá da qualidade do que for sendo obtido, bem como as condições para a sua obtenção. Serão dois os critérios para a escolha dos docentes a serem entrevistados: que atuem em escolas públicas e que atuem em escolas localizadas nas cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Para o Espírito Santo a fim de atender a demanda nacional que a pesquisa faz parte, vamos pesquisar professores de escolas públicas do interior do Estado com a articulação entre São Mateus (campus CEUNES) e Alegre (CCA) por meio das professoras que lá se encontram. Tais critérios foram estabelecidos a partir de constatações feitas nas pesquisas anteriores e a partir da necessidade de pesquisas que objetivem conhecer a realidade brasileira considerando as suas diferenças regionais. Olhar para as diferenças regionais permitira conhecer as diferentes formas e investimentos da Nação para que nela seja naturalizada a inclusão como uma prática de vida. Após a efetivação das entrevistas, elas serão transcritas e categorizadas, para posterior análise e cruzamento de dados com aqueles que já tenham sido obtidos na análise das políticas. Os dados das políticas serão colocados no Sphinks (software que permite o cruzamento de dados quantitativos e qualitativos), de modo a facilitar a abordagem e a criação de categorias analíticas. A fim de agilizar a busca dos materiais e dar mais mobilidade aos pesquisadores em seu trabalho de campo, faz-se necessário o acesso à internet e um equipamento de apoio computacional capaz de armazenar os dados da pesquisa e as inúmeras tabelas que deles forem geradas. Além disso, serão utilizados gravadores durante as entrevistas presenciais e até online e filmagens de professores que autorizarem tal tipo de registro de dados.

 Referências:

 FOUCAULT, Michel. O Governo de si e dos outros. São Paulo; wmf martinsfontes, 2010a. 23 

FOUCAULT, Michel. O governo dos Vivos. Curso do Collège de France - 1979-1980 (Excertos). São Paulo: Centro de cultura social; Rio de Janeiro: Achiamé, 2010b.

FOUCAULT, Michel. Segurança, território e população. Curso no Collège de France: 1977-1978. São Paulo: Martins Fontes 2008a.

FOUCAULT, Michel. Ditos e escritos IV. Rio de Janeiro: Forense universitária, 2003.

HAGUETTE, Teresa Maria Frota. Metodologias qualitativas na Sociologia. 5a edição. Petrópolis: Vozes, 1997.

LOPES, Maura Corcini; HATTGE, Morgana Domênica (orgs). Inclusão escolar: conjunto de práticas que governam. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

LOPES, Maura Corcini; FABRIS, Eli Henn. Inclusão & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

Ó, Jorge Ramos do. O governo de si mesmo. Modernidade pedagógica e encenações disciplinares do aluno liceal (último quartel do século XIX- meados do século XX) Lisboa: Educa, 2003.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002. 

VEIGA-NETO, Alfredo. LOPES, Maura Corcini. Gobernamentalidade, biopolítica e inclusão. In: SALCEDO, Ruth Amanda Cortez. DIAZ, Dora Lilia Marin. (org). Gubernamentalidad y educación. Discusiones contemporâneas. Bogotá: IDEP, 2011.

VEIGA-NETO, Alfredo. Coisas do governo. In: RAGO, Margarete. Orlandi, Luiz. VEIGA-NETO, Alfredo. (org). Imagens de Foucault e Deleuze: ressonâncias nietzschianas. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. pp. 13-34.


sábado, 19 de junho de 2010

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vestibular em Libras- Universidade Federal da Grande Dourados - 2010/

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) é a terceira universidade do país a traduzir a prova do Vestibular para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), no formato vídeo. Todos os candidatos surdos tiveram acesso ao filme individualmente, contendo as orientações do processo seletivo e todas as questões das provas traduzidas.

O material foi produzido pelo Centro de Seleção da UFGD e pelas professoras da área Lucyenne Vieira e Raquel Quiles, ambas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e Janete Nantes e Marilda Bruno, essas da própria instituição. Elas se reuniram para a elaboração e produção do filme que depois ficará disponível no site da UFGD.
A professora Lucyenne Vieira, que detém a Libras como língua materna, fez toda a revisão da prova. E o filme contou ainda com o apoio técnico dos servidores Alan e Rômulo Junior.

Seis candidatos surdos fizeram a prova em sala especial, disposta de um computador para cada aluno que serviu de exibição do filme. Além disso, uma fiscal intérprete acompanhou a realização da prova desses vestibulandos que assistiram ao vídeo e responderam suas questões no caderno de respostas.

Segundo a coordenadora do Centro de Seleção da UFGD, professora Giselle Real, este ano a UFGD inovou fazendo com que os candidatos ganhassem em tempo. “Além disso, a universidade é pólo da região Centro Oeste no oferecimento do curso de Letras com habilitação em Libras, então era necessário inovar”, enfatizou.

Outros 23 portadores de necessidades, entre eles deficientes visuais e físicos, e pessoas em situações especiais, como lactantes e disléxicos, fizeram o Vestibular 2010 da UFGD. Eles foram ensalados na Unidade 1 (antigo Ceud) e fiscalizados por colaboradores médicos.

Veja a reportagem em http://www.ufgd. edu.br/noticias/ ufgd-e-a- terceira- do-pais-a- traduzir- a-prova-do- vestibular- na-libras

sábado, 12 de dezembro de 2009

Não consigo mais ver uma pessoa surda como deficiente

Não consigo mais ver uma pessoa surda como deficiente. Quando criança, parava para pensar nas pessoas diferentes e como elas me causavam pena em algumas situações por não poderem fazer coisas que eu fazia. Olhava cadeirantes e ficava triste por não poderem andar, os cegos que dependiam daquela bengala, os mudos que não conseguiam se comunicar direito com pessoas que só sabiam falar. Muitas pessoas sempre têm essa reação quando vêem alguém que não tem as nossas equivalências físicas. Mas um episódio, que não é diretamente ligado ao mundo das LIBRAS, me fez pensar que eu pensava errado.
Um dia estava andando na Rua Graciano Neves, no Centro da Vitória, quando vi um moço jovem cego tentando chamar alguém para ajudá-lo. Eu, como de costume, parei e perguntei se precisava de alguma coisa. Perguntou-me sobre um endereço que não sabia informá-lo, e naquela hora me senti tão perdida quanto ele. Depois desse momento, muitos apenas responderiam que não sabiam e iriam embora, e o moço ficaria lá esperando a informação cair do céu. Mas ele me pediu para que eu o guiasse até o ponto mais próximo da Praça Costa Pereira que lá ele pediria a informação para alguém, e eu disse que tudo bem. Eu fiquei pensando: “Mas será que ele vai conseguir chegar ao lugar onde quer?!”. E ele me pediu para segurar no meu braço (e a partir desse dia aprendi, e passo a todas as pessoas que eu puder, que as pessoas com diferença visual preferem segurar no braço dos guias, e não o contrário). Quando comecei a andar, tomei todo cuidado para ele não tropeçar e nem esbarrar em nada, mas ele me disse que eu podia andar mais depressa. E eu andei mais depressa, e ele me acompanhou tranquilamente, chegando até a andar mais rápido do que eu. E quando eu me dei conta, estávamos nos desviando das pessoas, na maior tranqüilidade, na Avenida Jerônimo Monteiro, uma das ruas mais movimentadas de Vitória. Quando chegamos ao ponto de ônibus, disse a ele: “Chegamos ao ponto de ônibus”. Ele me disse: “Pode deixar que agora aqui eu me viro”. E ele ficou lá, esperando mais alguém com boa vontade para ajudá-lo.
No contexto em que escrevo esse texto, tento apenas relatar uma experiência que tive em que concluí que não podemos menosprezar a diferença como dificuldade. Ao andar com o jovem que não enxergava, me senti tola ao pensar que ele não conseguiria me acompanhar porque não tinha a habilidade de ver que eu tenho. E eu concluí com isso que não há deficiência, mas diferença. A pessoa com diferença auditiva também não gosta de ser vista como deficiente, e eu também não acho que ela seja deficiente. O que temos que pensar é que cada de um de nós é diferente, e devemos nos inserir também na diferença do outro. Mas no mundo de hoje, estamos cada vez mais fechados em nossa individualidade, e o outro só importa se me beneficiar diretamente.
Para concluir o texto, que fala mais sobre a diferença no geral, e que também envolve as pessoas com diferença auditiva, queria muito poder me dedicar mais ao estudo de LIBRAS, pois acho muito importante para o nosso convívio em uma sociedade mais unida – sim, sou muito utópica, e não abro de mão de pensar nas minhas utopias sociais – e também porque, acima de tudo o que foi apresentado por mim nesse texto, devemos tratar com respeito e igualdade todas as pessoas, independente de suas diferenças. Essa pode parecer uma frasezinha clichê, mas se nos colocarmos diante de um mundo onde a igualdade fosse muda e a diferença falasse, talvez nós seríamos mais compreensivos com a realidade e nos importaríamos e cobraríamos uma mobilização política a favor da diferença.

RACHEL MARVILLA
LETRAS PORTUGUÊS- UFES

Encantamento com Libras

Não lembro ao certo o começo do meu encantamento pela LIBRAS, mas quando percebi lá estava matriculada em um curso para aprender essa língua. Cada dia de aula era esperado ansiosamente, uma vez que, observava surdos conversando nas ruas e trabalhando em supermercados, tentando se comunicar comigo e eu querendo entender, mas sem saber o que fazer. Até que um dia pude sentir na pele o que esses surdos sentiram em relação a mim quando não consegui os entender. A professora do curso propôs sair em grupos, pedindo informações sobre qualquer assunto para as pessoas, somente utilizando os sinais que já havíamos aprendido um pouco. Já no começo pude perceber a reação das pessoas e isso me preocupou muito. As pessoas pensavam que a gente não escutava e faziam comentários bem na nossa frente. As pessoas paravam o que estavam fazendo para olhar o que de "diferente" acontecia ao redor deles. Muitos demonstraram pena e, até mesmo, medo da aproximação, repletos de preconceitos. Havia, também, aqueles que ficaram envergonhados de não saberem ajudar. Já, outros, queriam ajudar de alguma forma, querendo compreender, no entanto, sem sucesso. A solidariedade também estava presente e comecei a perceber que ainda há sensibilidade por parte de alguns. Comecei a ver que tinha que fazer alguma coisa, vi a necessidade de fazer a diferença. A paixão pela área da surdez começou a aumentar. E, com isso, veio a disciplina de LIBRAS que me ajudou muito. As discussões em sala ajudaram a pensar o surdo como pessoa, como ser humano, com sentimentos, iguais a todos os outros. Novos olhares foram lançados e quem na sala não conhecia a respeito do assunto começou a valorizá-lo. O prazer e a alegria continuam e esse encantamento faz com que prossiga em fazer com que mais pessoas conheçam essa língua. Me sinto muito feliz e espero que as pessoas deixem despertar esse sentimento, essa sensibilidade. Pois, vivemos todos juntos e não é possível aceitar que nem todas as pessoas possam se comunicar e viver da mesma forma.

Alessandra
5º Período- Pedagogia UFES

O movimento do Saber

A aquisição dos saberes da matéria Fundamentos da Língua Brasileira de Sinais afetou positivamente minha vida, pois possibilitou a desmistificação do surdo e da surdez. É verdade que a maneira com a qual os surdos se comunicam é diferente. Contudo, pude perceber ao longo do caminho da aprendizagem, que a questão não está na valorização ou desvalorização destes mas apenas no ato de reconhecê-los como sujeitos, alguém que produz cultura, que tem uma história e uma forma diferente de ser e estar no mundo.

Ao realizar um trabalho de pesquisa na escola ABL pude compreender melhor o significado da palavra experiência. De perto, foi possível entender como a comunidade surda é unida e envolvente. Logo no início, fui recebida com calorosos olhares. Na sala de aula, aprendi alguns sinais que me propiciaram iniciar uma simples conversa. Com o decorrer dos dias, ganhei um sinal que representava meu nome. Dessa forma, consegui saber me posicionar diante de situações semelhantes.

Isto posto, desafios e problematizações estão e ainda estarão por vim. A língua e os profissionais da área estão ganhando e ocupando um lugar próprio. Estamos passando por um momento importante na história da educação dos surdos e eu fico feliz por estar participando dele.

Danielle Barreto Patrocinio
5º período- Pedagogia UFES

CONTRIBUIÇÃO DA DISCIPLINA PARA MINHA VIDA E PRÁTICA PROFISSIONAL

Por meio das discussões e análises dos textos na disciplina LIBRAS pude compreender como vem sendo tratada a surdez ao longo da nossa história. Os preconceitos, estereótipos e lutas pelos surdos enfrentadas são ainda hoje muito presentes.
Passei a enxergar a língua de sinais como uma língua que caracteriza um grupo e uma cultura própria dos surdos e não apenas como um conjunto de gestos que servem para comunicar algo. Os estudos na disciplina contribuíram também para que eu pudesse ver com mais clareza os preconceitos embutidos nas falas de alguns profissionais (como os da saúde, por exemplo) e veiculados na mídia.
Pensar agora a questão da inclusão dá-se no sentido de incluir também os ouvintes no mundo dos surdos. Impossível não dizer que a disciplina sensibilizou-me e me fez refletir sobre as relações humanas hoje estabelecidas e sobre a constituição do próprio ser do homem, que se dá por meio da diferença. Diferença esta, não relacionada apenas a ouvintes e surdos, mas aquela que define cada um de nós em suas individualidades.

Micheli Ortelan
5º período- Pedagogia UFES

Contribuições da disciplina de LIBRAS para minha vida

Fazer a disciplina de LIBRAS, para mim, está sendo muito interessante e estimulador. Nunca tive outro contato com essa língua e o que estou tendo agora sei que é pouco, mas está sendo uma experiência muito boa, estou gostando muito das aulas. Os questionamentos que a professora traz nos insere em outra cultura, a dos surdos. Inserir-se em outra cultura é algo que eu considero importante e enriquecedor para o ser humano.

De certa forma esta disciplina me instigou a buscar mais conhecimentos sobre a Língua Brasileira de Sinais em outros cursos. Principalmente para os educadores é um conhecimento muito importante e porque não imprescindível, pois para haver inclusão é preciso que os ouvintes também se incluam na cultura dos surdos. Além disso, alunos da graduação tendo a disciplina de LIBRAS têm a oportunidade de conhecer e quem sabe aprofundar seus estudos nessa área, que ainda tem uma carência muito grande de profissionais. Recentemente foi criado o curso superior de LETRAS-LIBRAS para formar profissionais nessa área, o que é um salto muito grande para a sociedade em geral.


Joclaudia Wandekoken
5º período- Pedagogia UFES

FUNDAMENTOS DA LÍNGUA DE SINAIS

As aulas de libras, contribui muito para termos um novo olhar para com o outro e aceitar as pessoas em suas diferenças. Na disciplina observei a importância de adquirir conhecimentos para lidar com surdos e isso é primordial, já que as discussões sobre a comunidade surda está cada vez mais evidente e eles cada vez mais estão conquistando seu espaço. Para aprender libras é preciso dedicação e disciplina e se desvencilhar dos preconceitos . Vou relatar aqui um caso que aconteceu comigo,e que me deixou surpreendida.

Antes de ter as aulas de libras, tinha uma visão preconceituosa em relação aos surdos ,pois quando via surdos conversando corria e me distanciava daquelas pessoas.

”Recente, passei por uma experiência dentro de um supermercado de Vitória ES , quando vi um repositor de mercadorias dialogando com um cliente surdo.Que surpresa! Parei e fiquei observando aquele dialogo, até mesmo para pescar algo da conversa”.

Penso que a partir do que vi nesse semestre nas aulas de libras, consegui superar todos preconceitos, por que não fico mais assustada com essas pessoas. No Brasil estudos sobre os surdos estão cada vez mais evidentes ,tem muitas pessoas interessadas em estudar e escrever sobre a comunidade surda,nas aulas a professora indicou vários textos e lemos alguns. Aprender libras foi muito importante obtive um novo conhecimento,uma nova realidade da vida que foi conhecer a cultura surda.

Muitos estudos foram feitos e com isso as pessoas especiais como os surdos, são vistos de outra forma, são necessário iniciativas para encurtar as diferenças e assim, contribuirmos com outro olhar.

MARLI DA PENHA BORTOLON
5º período- Pedagogia UFES

Entendendo tudo!

Ao longo das aulas e pelo conteúdo apresentado, como também pela exposição das discussões que levaram há um melhor aprendizado, acredito que o objetivo, a meta que procurei alcançar que era compreender, foram atingidos.

Entender que o surdo é uma pessoa como qualquer outra e que se utiliza de uma língua que se expressa por sinais. Como também que não se deve considerá-lo como um deficiente, já que este termo é de natureza preconceituosa e engloba várias implicações, incapacidades, pelo contrário, vejo que o surdo tem tanta capacidade quanto qualquer outra pessoa e que o fato dele não ouvir isto não se constitue num impecilho, mas que ele possui habilidades como qualquer outro indivíduo para desempenhar funções e responsabilidades na sociedade.

Barreiras precisam ser vencidas, ainda há um estigma trago de épocas de ignorância e obscurantismo, a sociedade se fecha e não aceita quem não se enquadra a ela. Daí vem à resistência, a luta contra a opressão, procura-se brechas para lutar por direitos e espaço. Não só surdos, mas todos os grupos que por alguma forma se sentem prejudicados e até mesmo diminuídos.

A falta de informação e conhecimento fazem as pessoas criticarem o que não conhecem, o que não sabem e discriminam sem compreender o porquê. E ainda hoje há pessoas que só aprendem a língua de sinais tardiamente, e o tempo que perderam? Já que outros é que tomavam as decisões por elas.

GRAZIELA DE ARRUDA
5º período- Pedagogia UFES

Viciei em Libras

Não recordo com exatidão o momento em que me apaixonei pelos surdos, ou melhor, que “bebi desta cachaça e me viciei”. Lembro-me de um adulto surdo que morava no mesmo bairro que eu ser tratado como “doido” aquilo me incomodava. Lembro-me também de crianças surdas a caminho da Escola Oral Auditiva (Santo Antônio), eu queria entendê-las e ficar perto, mas não havia estímulos para isso.

Minha cunhada faz parte da educação de surdos e sempre me relatou experiências maravilhosas; isto me fascina.....

Ao realizar meu primeiro trabalho de pesquisa aqui na graduação, escolhi uma dissertação sobre estratégias de ensino que facilitam a leitura do surdo, cuja autora é Elaine da Rocha Baptista. Cresciam minhas buscas.

Porém, só quando fiz a disciplina de Educação Especial é que me posicionei quanto ao que quero pesquisar e por quê. Quando chegou o assunto surdez, fui impactada pela professora Lucyenne com tanta informação e conflitos vividos pelo grupo. Suas angústias e conquistas. Sua história e sua cultura.

Entrei para o grupo de estudos sobre a surdez a convite da Lu. Ouvi experiências do cotidiano escolar de várias professoras, suas aflições e ansiedades; enfim, foram momentos enriquecedores.

Hoje sei que a surdez não é algo exótico, que deva causar espanto ou estranhamento, mas é algo que passa pela identidade e cultura de cada sujeito. Os surdos saíram dos esconderijos; entendo que olhares diferentes perpassam diferentes sentidos. É assim que a questão da surdez transita pela minha vida. É bom demais termos contato com a disciplina de LIBRAS, e melhor ainda é termos alguém que vive isso na prática, ou seja, a pesquisa, o empenho e a dedicação.

Vivia Camila Côrtes Porto
5º período- Pedagogia UFES

Quero estudar Libras!

Lembro-me claramente do primeiro período, e ao pegar a grade curricular do curso, a primeira disciplina que “bati o olho” e disse: - Quero estudar! – Foi a disciplina de Libras. E fiquei contando os períodos, querendo que o 5° período chegasse logo.
Agora, depois de estudar, ou melhor, iniciar o meu estudo nessa área, posso dizer que eu tinha uma visão muito pré-conceituosa a respeito do surdo, e mudei. Hoje os vejo como semelhante, com sonhos, desejos, lutas e dificuldades.
Assisto muito a TV Canção Nova, e achava desnecessário aquela tradutora de LIBRAS no canto da tela, mas quando viajei pra lá, no mês de abril, percebi a importância essa atitude, e senti ate orgulho de mim, pois consegui “decifrar” alguns sinais e até ensinei um pouco para as pessoas da excursão.
Antes vivia apenas no MEU “mundo”, hoje vejo que ele corresponde a uma parte muito pequena da diversidade do MUNDO. E fico feliz de ter expandido minha visão!

Karollina da Escossia Campello Ronchi
5º período- Pedagogia UFES

Contribuição das aulas de Libras

O Curso de Libras tem contribuído para que eu veja que a Língua de Sinais é outra língua, que possui suas especificidades, modifica-se de acordo com cada localidade que é usada.

Sempre que via pessoas conversando em Língua de Sinais nas ruas, na maioria das vezes no ônibus, ficava muito curiosa em saber o que elas estavam conversando. Como não tinha noção nenhuma de Língua de Sinais, prestava bastante atenção em tudo o que elas faziam, gestos, expressões, mas mesmo assim não entendia nada.

Ainda não sei Libras, mas já compreendo alguns sinais, como os comprimentos, perguntar o nome das pessoas, entre outros. E também o Curso me despertou para que eu não continue só na curiosidade, mas que eu busque aprender a falar em sinais, porque é muito importante tanto para mim como para a pessoa que é surda, para que nós possamos nos comunicar, e mais do que isso é uma necessidade que cresce cada vez mais.

Mayara Micheline
5º período de Pedagogia- UFES

Empolgada com Libras

No primeiro dia de aula de libras eu disse que, mais que conhecer, eu queria aprender. Verdade, eu queria mesmo aprender. Fato, eu estou aprendendo.

Estou aprendendo não apenas fazer sinal com as mãos, mas a me comunicar de outra forma. Mesmo que eu já utiliza-se outros meios para me comunicar com os surdos, utilizava a escrita, eu nunca tinha parado para pensar em diversos aspectos e questões das pessoas surdas.

Muitas vezes os surdos são colocados a margem da sociedade, como pessoas incapazes, e eu, confesso, mesmo me sentindo cativada nunca tinha parado simplesmente para pensar em como um surdo pensa. Verdade, parece estranho, mas é verdade, não que pensava que surdo não pensa, não falo disso, mas de pensar o que ele pensa a respeito dos ouvintes e da sociedade em geral. A disciplina me possibilitou essas reflexões, eu sei que não encontrarei resposta, nem é a minha intenção, mas a discussão é extremamente valiosa e grandiosa para a minha formação.

Trabalho em uma classe de alunos de cinco anos e outro dia, empolgada estudando para a prova, eu ensinei a alguns alunos a fazerem o sinal de tartaruga, eles gostaram e começaram a pedir para eu fazer outros animais e, a medida do que eu já conhecia, fui ensinando a eles. No outro dia eles começaram a fazer todos os sinais que eu tinha ensinado e eu ensinei outros, agora com frases, por exemplo: bom dia, tudo bem...frases simples, e eles aprenderam tudo muito rápido. Eu percebi que estava ensinando coisas a eles, mesmo sabendo muito pouco, eu estava ensinando.

É muito bom, gratificante ver o próprio aprendizado, eu estou vendo isso em libras, cada coisa nova que eu aprendendo fico realmente muito feliz e quero aprender mais. Eu tenho dificuldade em fazer os sinais e de gravar os mesmos, mas aos poucos estou conseguindo, e gostando cada vez mais.

Letícia Peluzio Scardini
5º período- Pedagogia UFES

Libras e experiência

Desde o início do curso de Pedagogia, criei uma boa expectativa quanto à disciplina de LIBRAS. No 5º período essa expectativa tornou-se realidade, e ao final da disciplina consigo entender a importância dessa matéria para minha vida profissional e ampliar meu interesse pessoal no assunto.

Foi nas experiências possibilitadas pela professora, nas discussões em sala a respeito da surdez e nos estudos dos textos que trouxeram o tema para mais perto de mim, e me permitiram encarar a surdez como uma diferença lingüística, desmistificando meu preconceito de deficiência.

Hoje percebo os surdos como sujeitos/cidadãos capazes e atuantes na sociedade e, para tanto, desenvolveram a língua dos sinais como uma lugar de interação, de expressão de sentimentos e opiniões. Por isso, considero o conhecimento, a informação e a inclusão processos fundamentais para que sejam derrubados preconceitos e julgamentos.

E o que mais valeu dessa vivência, foi poder colocar em prática, numa situação do meu cotidiano, tudo que aprendi na faculdade. Foi numa sexta-feira jantando com minha família em um restaurante que passou por nós um ambulante vendendo balas, logo percebi que ele era surdo, pois entregava papéis nas mesas, fazia gestos e emitia alguns sons. Algumas pessoas estranharam aqueles sons e eu então olhei para minha família e disse: “Não há o que estranhar” e nessa fala acabei reproduzindo o que tinha ouvido a professora Lucyenne falar em sua aula anterior.

Marcela Mariah Leite Silva, 5º período/Pedagogia Matutino.

Como a questão da surdez tem transitado sobre minha vida.

Pensar acerca da surdez hoje é pra mim um grande avanço. Este, no sentido de que há um tempo atrás a surdez- os surdos não eram vistos como sujeitos, mas como invisíveis.

Ao discutir as questões sobre a surdez minha forma de pensar modificou- se bastante. O que antes encarava como “natural” e não compreendia nas discussões ( em sala de aula, nas conversas informais com colegas, professores, palestras...etc) passei a entender( sei que é só o começo!).

Conceitos como: identidade surda, cultura, sujeito surdo, comunidade linguística, oralismo, bilinguismo- e muitos outros, começaram a fazer parte da minha vida e muito contribuíram para que minha visão seja cada vez mais no sentido de analisar com criticidade e não de forma ingênua a surdez.

Aprendi alguns sinais em libras, sei que é só o começo, mas é essencial saber mesmo que seja um pouco, pois nós é que precisamos nos preparar para aprender a língua de sinais.

Enfim , me considero privilegiada por fazer, estar inserida neste contexto histórico, onde a surdez está começando a ser discutida com embasamento teórico e formal. Sei que isso é recente mas faz toda a diferença!

Carol Pontual
5º período- Pedagogia UFES

Que contribuições a Língua Brasileira de Sinais trouxe para minha vida?

Conhecer e aprender Libras proporcionou-me ter vivências, mesmo que sejam elas só em sala de aula, mas que me fizeram mais interessada por essa nova língua. As discussões em sala e a palestra assistida contribuíram muito para minha formação pessoal e como educadora também, pois pude compreender mais sobre a história dos surdos, suas lutas e experiências.

Hoje todas as vezes que vejo surdos conversando tenho muita curiosidade em saber o que eles dizem e fico observando buscando os sinais que já aprendi. Vejo que o estudo da Libras não deve nunca parar porque a Libras é uma língua que evolui constantemente e se eu quiser um dia me comunicar com algum surdo, seja socialmente ou sendo ele meu aluno, preciso me aprofundar nessa língua.

Carolina Ramos – Pedagogia 5º período - UFES

Que contribuições a Língua Brasileira de Sinais trouxe para minha vida?

Conhecer e aprender Libras proporcionou-me ter vivências, mesmo que sejam elas só em sala de aula, mas que me fizeram mais interessada por essa nova língua. As discussões em sala e a palestra assistida contribuíram muito para minha formação pessoal e como educadora também, pois pude compreender mais sobre a história dos surdos, suas lutas e experiências.

Hoje todas as vezes que vejo surdos conversando tenho muita curiosidade em saber o que eles dizem e fico observando buscando os sinais que já aprendi. Vejo que o estudo da Libras não deve nunca parar porque a Libras é uma língua que evolui constantemente e se eu quiser um dia me comunicar com algum surdo, seja socialmente ou sendo ele meu aluno, preciso me aprofundar nessa língua.

Carolina Ramos – Pedagogia 5º período - UFES

Carta a Lucyenne

Cara Lucyenne,

O que mudou na minha concepção sobre a surdez, desde o começo das aulas de libras, foi que antes disso eu tinha uma visão limitada da questão, pois era a de uma pessoa que já nasceu ouvinte. Até então, não fazia ideia do quanto é necessário saber o que eles - os surdos - pensavam a nosso respeito - os ouvintes.
Para entrar na UFES fiz cursinho e na sala tínhamos algumas pessoas surdas. Ali comecei a ter curiosidade pra entender a lingua de sinais - lá tinha um intérprete para auxiliar os surdos - e às vezes ele passava alguns gestos para que nós não nos sentíssemos tão "deslocados" ante a nova situação.
Nas aulas de libras com você, com os textos apresentados e, principalmente com a sua história de vida, tornou-se mais PRAZEROSO aprender libras; "descobrir" que os surdos têm sentimentos de angústias, frustrações, alegrias e que são como qualquer outro SER HUMANO - ouvintes ou não. E isto, não creio que fosse possível com QUALQUER pessoa, tinha que SER VOCÊ!!!


Que Deus possa abençoar você em todos os momentos de sua vida!!!

Muitos bjins afetuosos!!!

Nilsely Duarte da Silva
5º período- Pedagogia UFES

Aprendizagem e mudanças em Libras

É dificil para mim avaliar o que aprendi nesta disciplina ao longo deste semestre, não que não tenha aprendido nada, pelo contrário, a cada dia, cada aula, aprendo um pouco mais sobre esta Língua tão bonita e complexa. Neste momento acho mais pertinente relatar relatar o que e de que forma o estudo desta disciplina vem trazendo para minha vida pessoal e acadêmica.
Compreender, conhecer, sobre pessoas surdas e suas experiências, sobre as mudanças que o aprendizado desta língua proporcionou para elas vem transformando as visões e "PRÉ CONCEITOS" que fundamentavam as minhas impressões sobre esta temática.
Fico muito feliz ao me ver uma pessoa muito mais sensível, mais compreenciva, diante pessoas consideradas com limitações fisicas. O estudo desta disciplina tem feito de mim um ser humano ainda mais "HUMANO" quando me faz perceber que os meus problemas são despresíveis se comparados as conquistas destas pessoas.
Posso afirmar que vou concluir esta disciplina no final deste semestre e cada dia dos semestres próximos e em todas as disciplinas me lembrarei desta pessoa que constitui com sua grande contribuição: a professora Lucyenne.

Aluna Karoline Mattos Bezerra
5º período- Pedagogia UFES