segunda-feira, 29 de junho de 2009

lLivros Novos - ARARA AZU

Olá colegas, deixo abaixo os novos Livros lançados pela Editora ARARA AZUL.
Para baixa-los basta clicar neles e salvá-los.













Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisivilidade da tarefa do intérprete




Autor : Andréa da Silva Rosa


Ano de Publicação : 2008


Preço : Distribuição gratuita


Observações Gerais :
"Andréa é alguém que começou com atração pela cultura surda, pelo conhecimento da língua de sinais. Depois ela, com seu olhar atento, percebe a importância da língua de sinais, pela qual os surdos ensinam uns aos outros surdos.
Ela quis construir uma escrita sobre o intérprete e a sua presença nas fronteiras das culturas surda e ouvinte. Ela aproxima o trabalho dos ILS aqueles conceitos dos Estudos da Tradução."
Gladis Perlin


 



Aprender a Ver




Autor : Sherman Wilcox e Phyllis Perrin Wilcox - Tradução de Tarcísio de Arantes Leite


Ano de Publicação : 2005


Preço : Distribuição gratuita / Apoio IBM


Observações Gerais :
O texto aborda o ensino da ASL como Segunda Língua, o que interessará a todos aqueles que trabalham com Língua de Sinais no Brasil, já que os autores não tratam do assunto apenas no nível pedagógico, mas também nos níveis histórico, lingüístico e cultural. A edição brasileira foi apoiada pela GALLAUDET UNIVERSITY PRESS, que abriu mãos dos direitos de publicação para distribuição gratuita.



 



Despertar do Silêncio




Autor : Shirley Vilhalva


Ano de Publicação : 2004


Preço : Distribuição gratuita / Apoio IBM


Observações Gerais :
De leitura fácil e agradável, o texto levanta questões importantes e que são muitas vezes negligenciadas por aqueles que convivem e trabalham com pessoas surdas, ou seja, o que os surdos acham que é melhor para eles, quais são suas reais dificuldades? Totalmente inserido nas metas traçadas pelos líderes dos diversos segmentos do movimento surdo: NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS , o livro certamente agradará a todos.


 



Os papéis do Intérprete na sala de aula inclusiva




Autor : Emeli Marques Costa Leite


Ano de Publicação : 2004


Preço : Distribuição gratuita / Apoio IBM


Observações Gerais :
O livro faz uma análise profunda sobre a situação de um grupo de surdos que vivenciam seu dia-a-dia escolar em companhia de alunos ouvintes, buscando identificar os papéis que o intérprete assume no espaço escolar, discutindo com base em autores consagrados conceitos importantes para o desenvolvimento de uma teoria da interpretação da LIBRAS.


 



Ajudando seu filho a aprender




Autor : The National Deaf Children's Society (NDCS)


Ano de Publicação : 2004


Preço :


Observações Gerais :
Tradução para o Português: Gramhill Moura.

Excolas ou educadores que desejam reproduzir este material parcial ou totalmente podem fazê-lo desde que cite a fonte. Para outros usos é necessário solicitar a autorização expressa da NDCS.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O tempo passa

A língua de sinais passou por diversas difusões de aprendizagem e compreensão nestes últimas décadas. Estava me recordando da é poca de grande sucesso de uma das cantoras e apresentadoras de renome, no qual fez a divulgação de seu mais novo álbum musical: ABC da XUXA. Na época em que vi o vídeo foi emocionante, mesmo porque nao conhecia nada de língua de sinais. Todos os jovens cantavam nas ruas, escolas ou em qualquer lugar que estivessem. Pois bem, a pouco tempo, me reuni com um grupo de Profissionaiis que atuam em escolas bilingues. Um dos intérpretes me disse com respeito ao despreparo e até mesmo a falta de informação que alguns surdos passam, não por culpa deles, mas pelo sistema, que os colocam no ambiente de ensino/aprendizagem sem qualquer preparo, assessoria. Certo intérprete que acompanhava uma surda instrutora, disse que ao entrar na sala, começou sua atividade ensiando as CM's da seguinte forma:

"Com a mão em 'c' eu faço o que?" - perguntou a instrutora.
" - Coração" - respondeu o aluno.
"Não! O coração se faz com o 'b'". - disse a instrutora indgnada.

Fiquei pensando nisso, e logo liguei a informação com o Video da Cantora, citado à cima. Alunos sem informação, porque nunca tiveram contato com a libras, e nem fazem idéia do que seja a CM. E a instrutora, que sem uma formação didática, não soube contornar a situação para que seu planejamento, se realmente teve um, fluisse de forma natural, evitando o constrangeminto para si e o intérprete.

Será que o tempo relamente passou?
Será que as políiticas de ensino, um dia consiguirá fazer com que a LS tenha exito no espaço ensino/aprendizagem de forma agradável sem ter que chocar ambas as partes - Surdo X Ouvinte?
O que podemos fazer, e isso incluo os surdos e ouvintes, que atuam e estão imersos no sistema linguistico da LS, para que o quadro mude?
- Há muita coisa a pensar, a fazer, a pesquisar...

Vejo agora muita divulgação em cursos de libras, inclusao - mas na boa: Valem de QUE?

Deixo ai, o que passamos dentro do sistema de ensino...


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Livro novo no pedaço


Novo Livro para lermos... vamos lá pessoal!
Vamos estudar e muito!
Abração
Lucyenne

Aprendizagens

Nossa... quanta aprendizagem semana passada.

Participei do Abralin (associação Brasileira de Linguística) e aprendi muito....

Aprendi que não devemos julgar o outro...

Aprendi que minha luta não é única no mundo....

Aprendi que toda luta cria seus heróis, protoheróis, metaheróis, antiheróis...

Aprendi que a linguística é muito mais do que análise de palavras de forma mais chata possível, transformando elas em mero juntado de fonemas e morfemas...

Aprendi sobre tempo verbal, como nunca aprendi na escola em toda minha vida...

Aprendi sobre vogais pretonicas e que quando não entendo absolutamente nada de inglês posso ainda assim traduzir alguma coisa para a Libras, fazendo com que o surdo fique na estrangeiridade como eu, sem entender nada... porque não entendi nada...

Aprendi um monte coisas... e pensei...

Pensei que queria que TODOS os meus alunos do Letras Libras estivesse lá para aprender coisas comigo...

Para aprender que não devemos julgar os outros... (neste caso o outro é a linguística)...

Para aprender que a luta deles não é única no mundo, mas para legitimá-la precisa estar na academia...

Para aprender a identificar na história de suas próprias lutas seus heróis ou protoheróis ou meta ou anti...

Para aprender que o curso que estão inseridos não é resultado de uma única luta... a da Libras, mas também da luta do povo da linguística...

Para aprender que podem fazer pesquisa sobre tempo verbal em Libras de forma aprofundada, porque não tem outras pesquisas...

Para aprender que podem não entender do assunto, mas quando traduz mal alguma coisa, o outro fica tão an estrangeiridade como ele...

E para querer que outros estivessem ali, para aprender junto com eles... infinitas coisas... outras coisas.

Seminário... o que ficou em mim...

Oi pessoal,

Participando aqui no Rio de Janeiro no seminário V Redes da UERJ, estou encantada com o valor de nosso blog e de nossas memórias.

Aqui falamos tanto de memórias e narrativas e histórias de vidas que estou impressionada com o compromisso de nós, professores, de reescrevermos as nossas histórias, as nossas vidas.

Quando damos autoria a um texto, nos autorizamos a falar sobre nós, sobre a educação e sobre a vida. Percebem que nossos textos estão aqui, pessoas que nunca escreveram, estão escrevendo para todos lerem, num livro virtual que é o blog? Escrevemos para que sejamos lidos, para que compartilhemos nossas questões. E ao fazer isso, morremos, matamos o outro e nos identificamos nesse processo.

Espero que possamos nos encontrar de outras formas. Vamos nos encontrar ainda presencialmente este mês. Prometo um dia. Quero compartilhar com vcs algumas questões que me apetecem nesse momento.

Estou lendo memória e invenção de Lygia Fagundes Telles. Leiam se puderem porque é um livro de contos que se remetem a memória e a vida. Quando contamos nossas memórias, muitas vezes relatamos o que queríamos que tivesse sido muito mais do que realmente foi. Reinventamos nosso passado no presente e criamos expectativas para o futuro.

Vamos continuar trocando nossas cartas.

Abraços
Lucyenne