sábado, 12 de dezembro de 2009

Não consigo mais ver uma pessoa surda como deficiente

Não consigo mais ver uma pessoa surda como deficiente. Quando criança, parava para pensar nas pessoas diferentes e como elas me causavam pena em algumas situações por não poderem fazer coisas que eu fazia. Olhava cadeirantes e ficava triste por não poderem andar, os cegos que dependiam daquela bengala, os mudos que não conseguiam se comunicar direito com pessoas que só sabiam falar. Muitas pessoas sempre têm essa reação quando vêem alguém que não tem as nossas equivalências físicas. Mas um episódio, que não é diretamente ligado ao mundo das LIBRAS, me fez pensar que eu pensava errado.
Um dia estava andando na Rua Graciano Neves, no Centro da Vitória, quando vi um moço jovem cego tentando chamar alguém para ajudá-lo. Eu, como de costume, parei e perguntei se precisava de alguma coisa. Perguntou-me sobre um endereço que não sabia informá-lo, e naquela hora me senti tão perdida quanto ele. Depois desse momento, muitos apenas responderiam que não sabiam e iriam embora, e o moço ficaria lá esperando a informação cair do céu. Mas ele me pediu para que eu o guiasse até o ponto mais próximo da Praça Costa Pereira que lá ele pediria a informação para alguém, e eu disse que tudo bem. Eu fiquei pensando: “Mas será que ele vai conseguir chegar ao lugar onde quer?!”. E ele me pediu para segurar no meu braço (e a partir desse dia aprendi, e passo a todas as pessoas que eu puder, que as pessoas com diferença visual preferem segurar no braço dos guias, e não o contrário). Quando comecei a andar, tomei todo cuidado para ele não tropeçar e nem esbarrar em nada, mas ele me disse que eu podia andar mais depressa. E eu andei mais depressa, e ele me acompanhou tranquilamente, chegando até a andar mais rápido do que eu. E quando eu me dei conta, estávamos nos desviando das pessoas, na maior tranqüilidade, na Avenida Jerônimo Monteiro, uma das ruas mais movimentadas de Vitória. Quando chegamos ao ponto de ônibus, disse a ele: “Chegamos ao ponto de ônibus”. Ele me disse: “Pode deixar que agora aqui eu me viro”. E ele ficou lá, esperando mais alguém com boa vontade para ajudá-lo.
No contexto em que escrevo esse texto, tento apenas relatar uma experiência que tive em que concluí que não podemos menosprezar a diferença como dificuldade. Ao andar com o jovem que não enxergava, me senti tola ao pensar que ele não conseguiria me acompanhar porque não tinha a habilidade de ver que eu tenho. E eu concluí com isso que não há deficiência, mas diferença. A pessoa com diferença auditiva também não gosta de ser vista como deficiente, e eu também não acho que ela seja deficiente. O que temos que pensar é que cada de um de nós é diferente, e devemos nos inserir também na diferença do outro. Mas no mundo de hoje, estamos cada vez mais fechados em nossa individualidade, e o outro só importa se me beneficiar diretamente.
Para concluir o texto, que fala mais sobre a diferença no geral, e que também envolve as pessoas com diferença auditiva, queria muito poder me dedicar mais ao estudo de LIBRAS, pois acho muito importante para o nosso convívio em uma sociedade mais unida – sim, sou muito utópica, e não abro de mão de pensar nas minhas utopias sociais – e também porque, acima de tudo o que foi apresentado por mim nesse texto, devemos tratar com respeito e igualdade todas as pessoas, independente de suas diferenças. Essa pode parecer uma frasezinha clichê, mas se nos colocarmos diante de um mundo onde a igualdade fosse muda e a diferença falasse, talvez nós seríamos mais compreensivos com a realidade e nos importaríamos e cobraríamos uma mobilização política a favor da diferença.

RACHEL MARVILLA
LETRAS PORTUGUÊS- UFES

Encantamento com Libras

Não lembro ao certo o começo do meu encantamento pela LIBRAS, mas quando percebi lá estava matriculada em um curso para aprender essa língua. Cada dia de aula era esperado ansiosamente, uma vez que, observava surdos conversando nas ruas e trabalhando em supermercados, tentando se comunicar comigo e eu querendo entender, mas sem saber o que fazer. Até que um dia pude sentir na pele o que esses surdos sentiram em relação a mim quando não consegui os entender. A professora do curso propôs sair em grupos, pedindo informações sobre qualquer assunto para as pessoas, somente utilizando os sinais que já havíamos aprendido um pouco. Já no começo pude perceber a reação das pessoas e isso me preocupou muito. As pessoas pensavam que a gente não escutava e faziam comentários bem na nossa frente. As pessoas paravam o que estavam fazendo para olhar o que de "diferente" acontecia ao redor deles. Muitos demonstraram pena e, até mesmo, medo da aproximação, repletos de preconceitos. Havia, também, aqueles que ficaram envergonhados de não saberem ajudar. Já, outros, queriam ajudar de alguma forma, querendo compreender, no entanto, sem sucesso. A solidariedade também estava presente e comecei a perceber que ainda há sensibilidade por parte de alguns. Comecei a ver que tinha que fazer alguma coisa, vi a necessidade de fazer a diferença. A paixão pela área da surdez começou a aumentar. E, com isso, veio a disciplina de LIBRAS que me ajudou muito. As discussões em sala ajudaram a pensar o surdo como pessoa, como ser humano, com sentimentos, iguais a todos os outros. Novos olhares foram lançados e quem na sala não conhecia a respeito do assunto começou a valorizá-lo. O prazer e a alegria continuam e esse encantamento faz com que prossiga em fazer com que mais pessoas conheçam essa língua. Me sinto muito feliz e espero que as pessoas deixem despertar esse sentimento, essa sensibilidade. Pois, vivemos todos juntos e não é possível aceitar que nem todas as pessoas possam se comunicar e viver da mesma forma.

Alessandra
5º Período- Pedagogia UFES

O movimento do Saber

A aquisição dos saberes da matéria Fundamentos da Língua Brasileira de Sinais afetou positivamente minha vida, pois possibilitou a desmistificação do surdo e da surdez. É verdade que a maneira com a qual os surdos se comunicam é diferente. Contudo, pude perceber ao longo do caminho da aprendizagem, que a questão não está na valorização ou desvalorização destes mas apenas no ato de reconhecê-los como sujeitos, alguém que produz cultura, que tem uma história e uma forma diferente de ser e estar no mundo.

Ao realizar um trabalho de pesquisa na escola ABL pude compreender melhor o significado da palavra experiência. De perto, foi possível entender como a comunidade surda é unida e envolvente. Logo no início, fui recebida com calorosos olhares. Na sala de aula, aprendi alguns sinais que me propiciaram iniciar uma simples conversa. Com o decorrer dos dias, ganhei um sinal que representava meu nome. Dessa forma, consegui saber me posicionar diante de situações semelhantes.

Isto posto, desafios e problematizações estão e ainda estarão por vim. A língua e os profissionais da área estão ganhando e ocupando um lugar próprio. Estamos passando por um momento importante na história da educação dos surdos e eu fico feliz por estar participando dele.

Danielle Barreto Patrocinio
5º período- Pedagogia UFES

CONTRIBUIÇÃO DA DISCIPLINA PARA MINHA VIDA E PRÁTICA PROFISSIONAL

Por meio das discussões e análises dos textos na disciplina LIBRAS pude compreender como vem sendo tratada a surdez ao longo da nossa história. Os preconceitos, estereótipos e lutas pelos surdos enfrentadas são ainda hoje muito presentes.
Passei a enxergar a língua de sinais como uma língua que caracteriza um grupo e uma cultura própria dos surdos e não apenas como um conjunto de gestos que servem para comunicar algo. Os estudos na disciplina contribuíram também para que eu pudesse ver com mais clareza os preconceitos embutidos nas falas de alguns profissionais (como os da saúde, por exemplo) e veiculados na mídia.
Pensar agora a questão da inclusão dá-se no sentido de incluir também os ouvintes no mundo dos surdos. Impossível não dizer que a disciplina sensibilizou-me e me fez refletir sobre as relações humanas hoje estabelecidas e sobre a constituição do próprio ser do homem, que se dá por meio da diferença. Diferença esta, não relacionada apenas a ouvintes e surdos, mas aquela que define cada um de nós em suas individualidades.

Micheli Ortelan
5º período- Pedagogia UFES

Contribuições da disciplina de LIBRAS para minha vida

Fazer a disciplina de LIBRAS, para mim, está sendo muito interessante e estimulador. Nunca tive outro contato com essa língua e o que estou tendo agora sei que é pouco, mas está sendo uma experiência muito boa, estou gostando muito das aulas. Os questionamentos que a professora traz nos insere em outra cultura, a dos surdos. Inserir-se em outra cultura é algo que eu considero importante e enriquecedor para o ser humano.

De certa forma esta disciplina me instigou a buscar mais conhecimentos sobre a Língua Brasileira de Sinais em outros cursos. Principalmente para os educadores é um conhecimento muito importante e porque não imprescindível, pois para haver inclusão é preciso que os ouvintes também se incluam na cultura dos surdos. Além disso, alunos da graduação tendo a disciplina de LIBRAS têm a oportunidade de conhecer e quem sabe aprofundar seus estudos nessa área, que ainda tem uma carência muito grande de profissionais. Recentemente foi criado o curso superior de LETRAS-LIBRAS para formar profissionais nessa área, o que é um salto muito grande para a sociedade em geral.


Joclaudia Wandekoken
5º período- Pedagogia UFES

FUNDAMENTOS DA LÍNGUA DE SINAIS

As aulas de libras, contribui muito para termos um novo olhar para com o outro e aceitar as pessoas em suas diferenças. Na disciplina observei a importância de adquirir conhecimentos para lidar com surdos e isso é primordial, já que as discussões sobre a comunidade surda está cada vez mais evidente e eles cada vez mais estão conquistando seu espaço. Para aprender libras é preciso dedicação e disciplina e se desvencilhar dos preconceitos . Vou relatar aqui um caso que aconteceu comigo,e que me deixou surpreendida.

Antes de ter as aulas de libras, tinha uma visão preconceituosa em relação aos surdos ,pois quando via surdos conversando corria e me distanciava daquelas pessoas.

”Recente, passei por uma experiência dentro de um supermercado de Vitória ES , quando vi um repositor de mercadorias dialogando com um cliente surdo.Que surpresa! Parei e fiquei observando aquele dialogo, até mesmo para pescar algo da conversa”.

Penso que a partir do que vi nesse semestre nas aulas de libras, consegui superar todos preconceitos, por que não fico mais assustada com essas pessoas. No Brasil estudos sobre os surdos estão cada vez mais evidentes ,tem muitas pessoas interessadas em estudar e escrever sobre a comunidade surda,nas aulas a professora indicou vários textos e lemos alguns. Aprender libras foi muito importante obtive um novo conhecimento,uma nova realidade da vida que foi conhecer a cultura surda.

Muitos estudos foram feitos e com isso as pessoas especiais como os surdos, são vistos de outra forma, são necessário iniciativas para encurtar as diferenças e assim, contribuirmos com outro olhar.

MARLI DA PENHA BORTOLON
5º período- Pedagogia UFES

Entendendo tudo!

Ao longo das aulas e pelo conteúdo apresentado, como também pela exposição das discussões que levaram há um melhor aprendizado, acredito que o objetivo, a meta que procurei alcançar que era compreender, foram atingidos.

Entender que o surdo é uma pessoa como qualquer outra e que se utiliza de uma língua que se expressa por sinais. Como também que não se deve considerá-lo como um deficiente, já que este termo é de natureza preconceituosa e engloba várias implicações, incapacidades, pelo contrário, vejo que o surdo tem tanta capacidade quanto qualquer outra pessoa e que o fato dele não ouvir isto não se constitue num impecilho, mas que ele possui habilidades como qualquer outro indivíduo para desempenhar funções e responsabilidades na sociedade.

Barreiras precisam ser vencidas, ainda há um estigma trago de épocas de ignorância e obscurantismo, a sociedade se fecha e não aceita quem não se enquadra a ela. Daí vem à resistência, a luta contra a opressão, procura-se brechas para lutar por direitos e espaço. Não só surdos, mas todos os grupos que por alguma forma se sentem prejudicados e até mesmo diminuídos.

A falta de informação e conhecimento fazem as pessoas criticarem o que não conhecem, o que não sabem e discriminam sem compreender o porquê. E ainda hoje há pessoas que só aprendem a língua de sinais tardiamente, e o tempo que perderam? Já que outros é que tomavam as decisões por elas.

GRAZIELA DE ARRUDA
5º período- Pedagogia UFES

Viciei em Libras

Não recordo com exatidão o momento em que me apaixonei pelos surdos, ou melhor, que “bebi desta cachaça e me viciei”. Lembro-me de um adulto surdo que morava no mesmo bairro que eu ser tratado como “doido” aquilo me incomodava. Lembro-me também de crianças surdas a caminho da Escola Oral Auditiva (Santo Antônio), eu queria entendê-las e ficar perto, mas não havia estímulos para isso.

Minha cunhada faz parte da educação de surdos e sempre me relatou experiências maravilhosas; isto me fascina.....

Ao realizar meu primeiro trabalho de pesquisa aqui na graduação, escolhi uma dissertação sobre estratégias de ensino que facilitam a leitura do surdo, cuja autora é Elaine da Rocha Baptista. Cresciam minhas buscas.

Porém, só quando fiz a disciplina de Educação Especial é que me posicionei quanto ao que quero pesquisar e por quê. Quando chegou o assunto surdez, fui impactada pela professora Lucyenne com tanta informação e conflitos vividos pelo grupo. Suas angústias e conquistas. Sua história e sua cultura.

Entrei para o grupo de estudos sobre a surdez a convite da Lu. Ouvi experiências do cotidiano escolar de várias professoras, suas aflições e ansiedades; enfim, foram momentos enriquecedores.

Hoje sei que a surdez não é algo exótico, que deva causar espanto ou estranhamento, mas é algo que passa pela identidade e cultura de cada sujeito. Os surdos saíram dos esconderijos; entendo que olhares diferentes perpassam diferentes sentidos. É assim que a questão da surdez transita pela minha vida. É bom demais termos contato com a disciplina de LIBRAS, e melhor ainda é termos alguém que vive isso na prática, ou seja, a pesquisa, o empenho e a dedicação.

Vivia Camila Côrtes Porto
5º período- Pedagogia UFES

Quero estudar Libras!

Lembro-me claramente do primeiro período, e ao pegar a grade curricular do curso, a primeira disciplina que “bati o olho” e disse: - Quero estudar! – Foi a disciplina de Libras. E fiquei contando os períodos, querendo que o 5° período chegasse logo.
Agora, depois de estudar, ou melhor, iniciar o meu estudo nessa área, posso dizer que eu tinha uma visão muito pré-conceituosa a respeito do surdo, e mudei. Hoje os vejo como semelhante, com sonhos, desejos, lutas e dificuldades.
Assisto muito a TV Canção Nova, e achava desnecessário aquela tradutora de LIBRAS no canto da tela, mas quando viajei pra lá, no mês de abril, percebi a importância essa atitude, e senti ate orgulho de mim, pois consegui “decifrar” alguns sinais e até ensinei um pouco para as pessoas da excursão.
Antes vivia apenas no MEU “mundo”, hoje vejo que ele corresponde a uma parte muito pequena da diversidade do MUNDO. E fico feliz de ter expandido minha visão!

Karollina da Escossia Campello Ronchi
5º período- Pedagogia UFES

Contribuição das aulas de Libras

O Curso de Libras tem contribuído para que eu veja que a Língua de Sinais é outra língua, que possui suas especificidades, modifica-se de acordo com cada localidade que é usada.

Sempre que via pessoas conversando em Língua de Sinais nas ruas, na maioria das vezes no ônibus, ficava muito curiosa em saber o que elas estavam conversando. Como não tinha noção nenhuma de Língua de Sinais, prestava bastante atenção em tudo o que elas faziam, gestos, expressões, mas mesmo assim não entendia nada.

Ainda não sei Libras, mas já compreendo alguns sinais, como os comprimentos, perguntar o nome das pessoas, entre outros. E também o Curso me despertou para que eu não continue só na curiosidade, mas que eu busque aprender a falar em sinais, porque é muito importante tanto para mim como para a pessoa que é surda, para que nós possamos nos comunicar, e mais do que isso é uma necessidade que cresce cada vez mais.

Mayara Micheline
5º período de Pedagogia- UFES

Empolgada com Libras

No primeiro dia de aula de libras eu disse que, mais que conhecer, eu queria aprender. Verdade, eu queria mesmo aprender. Fato, eu estou aprendendo.

Estou aprendendo não apenas fazer sinal com as mãos, mas a me comunicar de outra forma. Mesmo que eu já utiliza-se outros meios para me comunicar com os surdos, utilizava a escrita, eu nunca tinha parado para pensar em diversos aspectos e questões das pessoas surdas.

Muitas vezes os surdos são colocados a margem da sociedade, como pessoas incapazes, e eu, confesso, mesmo me sentindo cativada nunca tinha parado simplesmente para pensar em como um surdo pensa. Verdade, parece estranho, mas é verdade, não que pensava que surdo não pensa, não falo disso, mas de pensar o que ele pensa a respeito dos ouvintes e da sociedade em geral. A disciplina me possibilitou essas reflexões, eu sei que não encontrarei resposta, nem é a minha intenção, mas a discussão é extremamente valiosa e grandiosa para a minha formação.

Trabalho em uma classe de alunos de cinco anos e outro dia, empolgada estudando para a prova, eu ensinei a alguns alunos a fazerem o sinal de tartaruga, eles gostaram e começaram a pedir para eu fazer outros animais e, a medida do que eu já conhecia, fui ensinando a eles. No outro dia eles começaram a fazer todos os sinais que eu tinha ensinado e eu ensinei outros, agora com frases, por exemplo: bom dia, tudo bem...frases simples, e eles aprenderam tudo muito rápido. Eu percebi que estava ensinando coisas a eles, mesmo sabendo muito pouco, eu estava ensinando.

É muito bom, gratificante ver o próprio aprendizado, eu estou vendo isso em libras, cada coisa nova que eu aprendendo fico realmente muito feliz e quero aprender mais. Eu tenho dificuldade em fazer os sinais e de gravar os mesmos, mas aos poucos estou conseguindo, e gostando cada vez mais.

Letícia Peluzio Scardini
5º período- Pedagogia UFES

Libras e experiência

Desde o início do curso de Pedagogia, criei uma boa expectativa quanto à disciplina de LIBRAS. No 5º período essa expectativa tornou-se realidade, e ao final da disciplina consigo entender a importância dessa matéria para minha vida profissional e ampliar meu interesse pessoal no assunto.

Foi nas experiências possibilitadas pela professora, nas discussões em sala a respeito da surdez e nos estudos dos textos que trouxeram o tema para mais perto de mim, e me permitiram encarar a surdez como uma diferença lingüística, desmistificando meu preconceito de deficiência.

Hoje percebo os surdos como sujeitos/cidadãos capazes e atuantes na sociedade e, para tanto, desenvolveram a língua dos sinais como uma lugar de interação, de expressão de sentimentos e opiniões. Por isso, considero o conhecimento, a informação e a inclusão processos fundamentais para que sejam derrubados preconceitos e julgamentos.

E o que mais valeu dessa vivência, foi poder colocar em prática, numa situação do meu cotidiano, tudo que aprendi na faculdade. Foi numa sexta-feira jantando com minha família em um restaurante que passou por nós um ambulante vendendo balas, logo percebi que ele era surdo, pois entregava papéis nas mesas, fazia gestos e emitia alguns sons. Algumas pessoas estranharam aqueles sons e eu então olhei para minha família e disse: “Não há o que estranhar” e nessa fala acabei reproduzindo o que tinha ouvido a professora Lucyenne falar em sua aula anterior.

Marcela Mariah Leite Silva, 5º período/Pedagogia Matutino.

Como a questão da surdez tem transitado sobre minha vida.

Pensar acerca da surdez hoje é pra mim um grande avanço. Este, no sentido de que há um tempo atrás a surdez- os surdos não eram vistos como sujeitos, mas como invisíveis.

Ao discutir as questões sobre a surdez minha forma de pensar modificou- se bastante. O que antes encarava como “natural” e não compreendia nas discussões ( em sala de aula, nas conversas informais com colegas, professores, palestras...etc) passei a entender( sei que é só o começo!).

Conceitos como: identidade surda, cultura, sujeito surdo, comunidade linguística, oralismo, bilinguismo- e muitos outros, começaram a fazer parte da minha vida e muito contribuíram para que minha visão seja cada vez mais no sentido de analisar com criticidade e não de forma ingênua a surdez.

Aprendi alguns sinais em libras, sei que é só o começo, mas é essencial saber mesmo que seja um pouco, pois nós é que precisamos nos preparar para aprender a língua de sinais.

Enfim , me considero privilegiada por fazer, estar inserida neste contexto histórico, onde a surdez está começando a ser discutida com embasamento teórico e formal. Sei que isso é recente mas faz toda a diferença!

Carol Pontual
5º período- Pedagogia UFES

Que contribuições a Língua Brasileira de Sinais trouxe para minha vida?

Conhecer e aprender Libras proporcionou-me ter vivências, mesmo que sejam elas só em sala de aula, mas que me fizeram mais interessada por essa nova língua. As discussões em sala e a palestra assistida contribuíram muito para minha formação pessoal e como educadora também, pois pude compreender mais sobre a história dos surdos, suas lutas e experiências.

Hoje todas as vezes que vejo surdos conversando tenho muita curiosidade em saber o que eles dizem e fico observando buscando os sinais que já aprendi. Vejo que o estudo da Libras não deve nunca parar porque a Libras é uma língua que evolui constantemente e se eu quiser um dia me comunicar com algum surdo, seja socialmente ou sendo ele meu aluno, preciso me aprofundar nessa língua.

Carolina Ramos – Pedagogia 5º período - UFES

Que contribuições a Língua Brasileira de Sinais trouxe para minha vida?

Conhecer e aprender Libras proporcionou-me ter vivências, mesmo que sejam elas só em sala de aula, mas que me fizeram mais interessada por essa nova língua. As discussões em sala e a palestra assistida contribuíram muito para minha formação pessoal e como educadora também, pois pude compreender mais sobre a história dos surdos, suas lutas e experiências.

Hoje todas as vezes que vejo surdos conversando tenho muita curiosidade em saber o que eles dizem e fico observando buscando os sinais que já aprendi. Vejo que o estudo da Libras não deve nunca parar porque a Libras é uma língua que evolui constantemente e se eu quiser um dia me comunicar com algum surdo, seja socialmente ou sendo ele meu aluno, preciso me aprofundar nessa língua.

Carolina Ramos – Pedagogia 5º período - UFES

Carta a Lucyenne

Cara Lucyenne,

O que mudou na minha concepção sobre a surdez, desde o começo das aulas de libras, foi que antes disso eu tinha uma visão limitada da questão, pois era a de uma pessoa que já nasceu ouvinte. Até então, não fazia ideia do quanto é necessário saber o que eles - os surdos - pensavam a nosso respeito - os ouvintes.
Para entrar na UFES fiz cursinho e na sala tínhamos algumas pessoas surdas. Ali comecei a ter curiosidade pra entender a lingua de sinais - lá tinha um intérprete para auxiliar os surdos - e às vezes ele passava alguns gestos para que nós não nos sentíssemos tão "deslocados" ante a nova situação.
Nas aulas de libras com você, com os textos apresentados e, principalmente com a sua história de vida, tornou-se mais PRAZEROSO aprender libras; "descobrir" que os surdos têm sentimentos de angústias, frustrações, alegrias e que são como qualquer outro SER HUMANO - ouvintes ou não. E isto, não creio que fosse possível com QUALQUER pessoa, tinha que SER VOCÊ!!!


Que Deus possa abençoar você em todos os momentos de sua vida!!!

Muitos bjins afetuosos!!!

Nilsely Duarte da Silva
5º período- Pedagogia UFES

Aprendizagem e mudanças em Libras

É dificil para mim avaliar o que aprendi nesta disciplina ao longo deste semestre, não que não tenha aprendido nada, pelo contrário, a cada dia, cada aula, aprendo um pouco mais sobre esta Língua tão bonita e complexa. Neste momento acho mais pertinente relatar relatar o que e de que forma o estudo desta disciplina vem trazendo para minha vida pessoal e acadêmica.
Compreender, conhecer, sobre pessoas surdas e suas experiências, sobre as mudanças que o aprendizado desta língua proporcionou para elas vem transformando as visões e "PRÉ CONCEITOS" que fundamentavam as minhas impressões sobre esta temática.
Fico muito feliz ao me ver uma pessoa muito mais sensível, mais compreenciva, diante pessoas consideradas com limitações fisicas. O estudo desta disciplina tem feito de mim um ser humano ainda mais "HUMANO" quando me faz perceber que os meus problemas são despresíveis se comparados as conquistas destas pessoas.
Posso afirmar que vou concluir esta disciplina no final deste semestre e cada dia dos semestres próximos e em todas as disciplinas me lembrarei desta pessoa que constitui com sua grande contribuição: a professora Lucyenne.

Aluna Karoline Mattos Bezerra
5º período- Pedagogia UFES

Libras- interessante

Sempre achei a lingua de sinais muito interessante e misteriosa e quando soube que teria a disciplina de libras no curso vi a oportunidade de conhecer melhor a lingua de sinais e entender muitas atitudes de Andréia, minha ex- vizinha surda. Na época eu achava muito intrigante o jeito que ela se comunicava com seus amigos surdos e conosco, pois quando falava com a gente na maioria das vezes sempre gritava e com seus amigos surdos usava sinais.

Eu não sabia quase nada de libras, conhecia somente o alfabeto porque Andréia me deu um papel que continha e me ensinou. Comunicar-me com Andréia era bem difícil na maioria das vezes eu escrevia, ou chamava minha mãe que se comunica muito bem com ela.

Embora tentasse compreende-la havia certos sinais e atitudes dela que para mim eram confusos e sem sentido, por exemplo, a forma que se referia a sua cunhada, ao invés de tratá-la pelo nome, Andréia quando queria falar da moça puxava uma mecha do cabelo e com este gesto sabíamos que ela se falava de sua cunhada, até porque quando começou a namorar a irmão da Andréia a jovem tinha uma mecha loira, mas que nem existia mais. No entanto com o aprendizado de libras essa forma de tratamento passou a fazer sentido para mim, sei agora que o modo como minha ex-vizinha caracterizava a cunhada é o sinal que os surdos atribuem.

A disciplina contribuiu muito para minha formação pessoal e profissional através das leituras e das explicações desconstrui conceitos antes tomados como verdades. Aprendi muitas coisas sobre a comunidade surda, suas conquistas quanto ao reconhecimento da língua de sinais como e suas lutas contra a discriminação e preconceitos da sociedade dita “normal”. Enfim tenho um novo olhar sobre o universo da surdez percebo hoje que surdos não são deficientes, mas são pessoas tão capazes quanto os ouvintes e sinceramente a cada dia meu encantamento aumenta e me sinto motivada a fazer um curso como tradutor.

Vejo que já aconteceram avanços significativos em relação à surdez, mas ainda existe muito a ser feito e cabe a nós futuros educadores nos mobilizarmos para que esses avanços efetivem e alcancem proporções maiores.

Kelly Ribeiro de Oliveira.
5º período- Pedagogia UFES

O diferente que gera vida

Durante esse tempo em que estou na Universidade – UFES, tenho a oportunidade e a possibilidade de ouvir e estudar sobre a educação especial, sentir e percebi o quanto precisamos ampliar o valor das especificidades do ser humano.
Com isso sinto que a surdez nesse caso, aqui explicitada especialmente, tem transitado em minha mente e coração com muita alegria, sensibilidade, mas também com inquietude e indignação pelos preconceitos e discriminação que a nossa sociedade ainda possui.

Acredito que o problema não é ser surdo, não escutar com os ouvidos. Mas o problema estar em ter ouvidos “sadios” e não escutar. É não estar abertos a escuta e fala de diferentes maneiras.

Ao estudar sobre surdez pude ampliar o meu horizonte e conhecer outras formas de se comunicar. Foi interessante descobrir que ser surdo não necessariamente seria ser mudo, pois era transmitido para nós que a pessoa muda era surda, por isso a frase – muda-surda, sendo assim muda automaticamente.

Conseguir dar mais um passo, e dá valor à pessoa surda e não ter medo de me expressar. Além de ter a possibilidade de conhecer ao menos um pouco do que seja a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Me sinto privilegiada por poder estudar e me conscientizar sobre, não só a importância da língua, como o respeito e o valor que a pessoa surda merece ter como qualquer ser humano.

Por isso fico muito contente com os avanços que estar acontecendo em nossa sociedade, ampliando os campos de estudos, trabalhos e outros espaços para que essas pessoas sintam-se mais como pessoas. Sei também que essas conquistas são frutos de muitas lutas, gritos e até sangue derramado. Mas a pesar das conquistas alcançadas necessita-se ampliá-las. É preciso antes de tudo, que tanto a comunidade de ouvintes como a comunidade de surdos, perceba o valor que ambos possuem, valorize a capacidade de cada um e suas especificidades, que acima de tudo respeite a humanidade uns dos outros e valorizem-se.

Pois, acredito que somente quando houver tudo isso haverá uma sociedade justa e humana, que cada ser independente de suas deficiências compartilhe de suas habilidades e suas riquezas.

Jocerlane Silveira dos Santos
Pedagogia 5º Período - UFES

A professora da disciplina Libras

A Disciplina de Libras, sempre criou uma expectativa muito grande em mim durante o curso. Rezava para que o 5º período chegasse logo só pra eu poder aprender.

Engraçado, que meu primeiro contato com você, Lucyenne, foi, se não me engano, no terceiro período, quando então você substituiu uma professora de educação especial, que por sinal, isso aconteceu inúmeras vezes. Fiquei completamente surpresa com a sua aula, sua bagagem, sua experiência completa e viva, que nos passavam a realidade da pratica, que era exatamente o que o a turma sentia falta na disciplina. Tinha dias, que dormia pensando “tomara que seja a Lucyenne amanhã!”, amava a sua aula!

Percebi que isso não só acontecia comigo, me lembro perfeitamente, de um dia desses que você substituiu e que passei mal durante a aula, e então você disse pra eu ir embora, e me perguntou se precisava de ajuda, se queria que alguém me acompanhasse, e eu a neguei. Mas, após ter saído da aula, percebi que não podia ir sozinha e liguei pra uma amiga da turma me ajudar e quando essa chegou perto de mim disse que amava sua aula e seria uma pena perde – la. Fiquei até constrangida, mas passou...

Quando vi você na nossa sala no quinto período dei pulos de alegria! Sentia que você era a pessoa que poderia me ajudar além das teorias. Em relação ao surdo, é um mundo que sempre me senti exclusa. Quando era mais nova, em Cachoeiro, eu morava ao lado da APAE, e como era muito tranqüilo, muitas das vezes eu entrava pra brincar com eles, e as vezes mesmo, até na rua a gente brincava, mas com os surdos, não conseguia me comunicar, era o que faltava pois, acho que por ter crescido convivendo com os portadores de necessidades especiais nunca vi diferença, discriminação, mas em relação ao surdo eu me sentia afastada pela ausência de comunicação. Então penso que, a disciplina só veio a acrescentar, fico treinando os gestos em casa para poder me comunicar e expressar quando precisar numa determinada situação. Ameiiiiii esse período!!


FRANCIELLY MARTINS VIQUIETTI
5º período Pedagogia- UFES

Os surdos e a DIFERENÇA

O estudo de Libras para minha vida foi de fundamental importância, uma vez que através dos estudos, leitura de conceitos e depoimentos de sujeitos surdos em sala de aula me possibilitou um conhecimento e uma visão mais clara sobre as necessidades e dificuldades enfrentadas por esses indivíduos.

Antes desse meu contato com os conceitos e com a linguagem de sinais, tinha muita curiosidade, pois ficava intrigada com o que o surdos conversavam dentro do ônibus, por exemplo, e essa curiosidade é bem comum entre os ouvintes, só que por outro lado também tinha um pouco de receio em ter que me comunicar com algum surdo,até mesmo por não saber a linguagem de sinais, por isso sempre que percebia que um surdo vinha em minha direção para pedir ou dar alguma informação eu fugia,fingia que não estava vendo e saia.

Agora vejo que isso foi um erro porque mesmo não sabendo libras o surdo tem muito a nos oferecer em termo de comunicação e é muito interessante a forma como eles se esforçam para serem compreendidos, e eu na minha ignorância sempre tínhamos a impressão de que ele que não conseguiriam me entender.

Hoje o debate acerca dos surdos tem outro significado pra mim, pois não os vejo mais sob o prisma da deficiência, mas sim da especificidade, pois embora todas as dificuldades, colocadas não por eles, mas pela sociedade que não enxerga as diferenças, vejo o surdo como um individuo pleno de suas capacidades.

Maria da Glória Raibero
Pedagogia/5º período
UFES

O brilhantismo das diferenças

A disciplina de Libras contribuiu de maneira importante em minha vida pessoal e acadêmica. Perceber as narrativas e experiências de surdos me fez olhar para essa pessoas com mais sensibilidade e menos preconceito e perceber que apesar de terem limitações isso não é sinônimo de deficiência.

Aliás como é difícil para as pessoas entenderem isso. Ás vezes digo a alguns amigos: " Fulano de tal é feliz do jeito que é, não sofre por ser surdo. A cultura surda é muito rica, interessante. Eles são pessoas normais, saem, se divertem, fazem faculdade, namoram, casam, tem filhos, uma vida normal e são mais inteligentes que você!" - eu brinco. Mas fico surpresa em saber como várias pessoas acham isso um absurdo, se perguntam como uma pessoa pode ser feliz sem ouvir as outras pessoas, tendo que fazer gestos com as mãos para se comunicar.

O brilhantismo da vida esta ai, nas diferenças. Porque não aceitar a condição do outro no mundo? Porque temos que ser todos iguais; falar, pensar, viver do mesmo jeito? Para mim, pensar dessa forma é regredir na vida.
Estudar Libras é abrir a mente para estas questões, é proporcionar que futuros pedagogos e educadores sejam semeadores de uma nova maneira de educar, contenplando toda a diversidade humana existente.

Por Isabelle Bueno
Pedagogia UFES

Libras- outro universo

Antes da disciplina de LIBRAS, pela qual estava tão ansiosa desde que comecei o curso, o “universo surdo” era muito distante para mim tanto quanto um estrangeiro com um idioma que não conheço. Por mais que estes surdos estejam no mesmo país ou estado em que estou, ainda assim eram “estranhos” para mim.

Só fui ter contato mesmo com os surdos quando me mudei para cá do Rio de Janeiro. A minha igreja possui um Ministério de Surdos e a primeira vez que sentei sem querer no espaço em que eles assistiam o culto fiquei fascinada pelo modo como eles participavam e prestei mais atenção no intérprete do que no culto. Depois disso não tive mais coragem de sentar lá por conta própria e ainda com um pouco do vocabulário que adquiri de LIBRAS não tenho segurança pra conversar com eles por isso pretendo me aprofundar mais nesse idioma.

A partir desse semestre admiro mais ainda essa comunidade e quem trabalha com ela na escola devido à dificuldade de que é traduzir o português para LIBRAS sem perdas do conhecimento escolar. É muito bom conhece-los desta nova perspectiva.
Mas o que tirei de mais importante é que apesar de não falarem com suas cordas vocais eles têm sua própria voz, uma identidade muito forte e são tão diferentes como todos nós somos uns dos outros, cada um com sua particularidade.

Natália Vieira Ávila- Pedagogia UFES

Língua de Sinais- algo essencial

A Língua Brasileira de Sinais se tornou em minha vida algo essencial e completamente necessária para a minha formação como futura educadora.

A questão da inclusão de alunos surdos numa instituição escolar vem sendo muito discutida e nós acabamos sentindo a necessidade de aprender a LIBRAS, a fim de poder enxergar além daquilo que os surdos podem nos passar. Além disso, a necessidade da formação de intérpretes é muito grande, pois os surdos são incluídos na sociedade e no ensino e são estes profissionais que possibilitam a ponte de comunicação entre o surdo e o ouvinte. Nós, futuros educadores, precisamos dessa formação para trabalhar com esses alunos, pois se o professor coloca um surdo na sala de aula sem condições de se comunicar, isto não é inclusão.

Precisamos nos aprofundar cada vez mais e reconhecer a necessidade do aluno surdo, para que possamos nos dedicar naquilo que fazemos e no que aprendemos. Tudo está sendo muito válido e creio que este aprendizado só tende a beneficiar em nossas vidas.


JANAINA PASSOS SOARES
5º PERÍODO - PEDAGOGIA UFES

Disciplina Libras- alunos de graduação

Estou postando os comentários de alunos sobre a disciplina Libras. Muito legal como essa disciplina na Graduação pode modificar pensamentos, atitudes e visões sobre surdos e surdez. Devemos aproveitar esse momento para discussão que garanta mudanças significativas na nova forma bilíngue de ver o mundo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

V Fórum Estadual de Educação de Surdos- Santa Cruz do Sul/ RS

Aventura... essa é a palavra que resolvi utilizar como mote para pensar sobre o V FEES, afinal, sair de Corumbá, no Mato Grosso do Sul para Santa Cruz é uma aventura.

Primeiro, peguei um ônibus de Corumbá, e durante 6 horas de viagem, cheguei em Campo Grande. Depois de 4 horas de espera no aeroporto, peguei um vôo para Porto Alegre passando por Curitiba. Essa é a parte mais fácil.

Daí, uma amiga, me busca no aeroporto meia noite, comemos no Mac Donald´s e vamos dormir um pouco. Acordamos às 5:00 e vamos para a UFRGS pegar o ônibus para Santa Cruz. Cheguei ainda primeiro que gente que mora em Porto Alegre... (risos).

Chego lá e a pergunta que mais me toca: vc veio mesmo? Como tem coragem de tão longe? O que está fazendo aqui?

Respondo: Bom Dia meninas....

Enfim... passo toda a programação encantada com tudo. Aparentemente um fórum comum, mas excelentemente comunal principalmente no quesito encontrar pessoas inspiradoras para escrever aquele monstro chamado tese.

As pessoas fazem o evento. Essa é a verdade. As mesas e as oficinas foram ótimas. Mas as pessoas, bah... são melhores ainda!!!!

Só posso dizer: Parabéns pelo evento. O que mais?

Voltei para minha Corumbá, divisa com a Bolívia, muito feliz. Passei por Campo Grande, fui a um cinema até chegar o horário do ônibus para andar mais 6 horas de viagem.

Mas valeu! Foi perfeito!!!

Valeu Larissa, pela conversa no msn que me convenceu de vez a ir. Foi inspirador.

Lucyenne