sábado, 12 de dezembro de 2009

Encantamento com Libras

Não lembro ao certo o começo do meu encantamento pela LIBRAS, mas quando percebi lá estava matriculada em um curso para aprender essa língua. Cada dia de aula era esperado ansiosamente, uma vez que, observava surdos conversando nas ruas e trabalhando em supermercados, tentando se comunicar comigo e eu querendo entender, mas sem saber o que fazer. Até que um dia pude sentir na pele o que esses surdos sentiram em relação a mim quando não consegui os entender. A professora do curso propôs sair em grupos, pedindo informações sobre qualquer assunto para as pessoas, somente utilizando os sinais que já havíamos aprendido um pouco. Já no começo pude perceber a reação das pessoas e isso me preocupou muito. As pessoas pensavam que a gente não escutava e faziam comentários bem na nossa frente. As pessoas paravam o que estavam fazendo para olhar o que de "diferente" acontecia ao redor deles. Muitos demonstraram pena e, até mesmo, medo da aproximação, repletos de preconceitos. Havia, também, aqueles que ficaram envergonhados de não saberem ajudar. Já, outros, queriam ajudar de alguma forma, querendo compreender, no entanto, sem sucesso. A solidariedade também estava presente e comecei a perceber que ainda há sensibilidade por parte de alguns. Comecei a ver que tinha que fazer alguma coisa, vi a necessidade de fazer a diferença. A paixão pela área da surdez começou a aumentar. E, com isso, veio a disciplina de LIBRAS que me ajudou muito. As discussões em sala ajudaram a pensar o surdo como pessoa, como ser humano, com sentimentos, iguais a todos os outros. Novos olhares foram lançados e quem na sala não conhecia a respeito do assunto começou a valorizá-lo. O prazer e a alegria continuam e esse encantamento faz com que prossiga em fazer com que mais pessoas conheçam essa língua. Me sinto muito feliz e espero que as pessoas deixem despertar esse sentimento, essa sensibilidade. Pois, vivemos todos juntos e não é possível aceitar que nem todas as pessoas possam se comunicar e viver da mesma forma.

Alessandra
5º Período- Pedagogia UFES

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