sábado, 12 de dezembro de 2009

Libras e experiência

Desde o início do curso de Pedagogia, criei uma boa expectativa quanto à disciplina de LIBRAS. No 5º período essa expectativa tornou-se realidade, e ao final da disciplina consigo entender a importância dessa matéria para minha vida profissional e ampliar meu interesse pessoal no assunto.

Foi nas experiências possibilitadas pela professora, nas discussões em sala a respeito da surdez e nos estudos dos textos que trouxeram o tema para mais perto de mim, e me permitiram encarar a surdez como uma diferença lingüística, desmistificando meu preconceito de deficiência.

Hoje percebo os surdos como sujeitos/cidadãos capazes e atuantes na sociedade e, para tanto, desenvolveram a língua dos sinais como uma lugar de interação, de expressão de sentimentos e opiniões. Por isso, considero o conhecimento, a informação e a inclusão processos fundamentais para que sejam derrubados preconceitos e julgamentos.

E o que mais valeu dessa vivência, foi poder colocar em prática, numa situação do meu cotidiano, tudo que aprendi na faculdade. Foi numa sexta-feira jantando com minha família em um restaurante que passou por nós um ambulante vendendo balas, logo percebi que ele era surdo, pois entregava papéis nas mesas, fazia gestos e emitia alguns sons. Algumas pessoas estranharam aqueles sons e eu então olhei para minha família e disse: “Não há o que estranhar” e nessa fala acabei reproduzindo o que tinha ouvido a professora Lucyenne falar em sua aula anterior.

Marcela Mariah Leite Silva, 5º período/Pedagogia Matutino.

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